Motocicletas que mais se desvalorizam após 12 meses de uso

Motocicletas que mais se desvalorizam após 12 meses de uso

Conheça as marcas de motocicletas que mais se desvalorizam após 12 meses de uso:

A moto Spirit 50, da Bull Motors, registrou depreciação de 20% após um ano, o que a levou a ser eleita como a moto que mais se desvalorizou no período, de acordo com pesquisa feita pela agência Autoinforme para a 3ª edição do Selo Maior Valor de Revenda para motos.
O nível de desvalorização pode ser um dos critérios para escolher qual modelo comprar, já que ele mostra se será fácil revender a moto e se o proprietário vai ter muito prejuízo caso resolva passar o veículo adiante.
As motos que mais se desvalorizam após um ano são elas:
1. Bull Motors Spirit 50 (50)
2. Honda CRF 1000L
3. Africa Twin (Big Trail acima de 800cc)
4. BMW F 800 GS (Big Trail até 800cc)
5. Harley-Davidson Sportster Forty-eight 1200cc (Clássica)
6. BMW S 1000 XR (Crossover)
7. Indian Chief 1811 (Custom acima de 800cc)
8. Shineray Bolt 250 (Custom até 800cc)
9. Shineray Jet 125 (Motoneta)
10. Suzuki GSX-S1000 (Naked acima de 800cc)
11. Honda CB 500 F (Naked até 800cc)
12. Honda SH 300i (Scooter acima de 200cc)
13. Suzuki Burgman I 125 (Scooter até 200cc)
14. Ducati Panigale 1299 S (Sport acima de 800cc)
15. Honda CBR 650 F (Sport até 800cc)
16. Traxx TSS 150 (Street)
17. BMW K 1600 GTL (Touring)
18. Bull Motors BM T200 (Trail)

Muita gente boa pensa que o único problema da faixa vermelha é o motor perder o sincronismo entre o giro do pistão ou pistões e a abertura/fechamento das válvulas. O ritmo do pistão, as válvulas saem de sincronismo ou então se quebram batendo no pistão que estoura e deixa de guiar a biela dentro do cilindro. A pancada destrói o que estiver no caminho: biela, virabrequim, cilindro mancais do virabrequim, trincando a carcaça – em alguns casos, a biela fura a parede do motor como se fosse um pinto (epa!) saindo do ovo. Mas o que o pessoal nem imagina é que a faixa vermelha indica uma condição de trabalho inaceitável para o motor também por outro motivo:
Por isso é tão importante rodar sempre com a quantidade correta de óleo — além de lubrificar para evitar o atrito entre as peças, é o óleo que retira o calor concentrado na pequena área do pistão e o resfria na enorme área das paredes da carcaça do motor.
Se o óleo for pouco, ele nem chegou a esfriar direito e já está sendo enviado de volta ainda muito quente para o pistão.
Ou seja, ele perde eficiência para esfriar o alumínio na hora em que o pistão mais precisa.
Pouco óleo = incapacidade de retirar todo o calor do pistão + degradação química acelerada = aumento do atrito + desgaste acelerado das peças + maior risco de derretimento do pistão + maior risco de travamento do motor.
Mesmo com a quantidade correta de óleo, se o motor permanecer trabalhando por alguns minutos na faixa vermelha, o aquecimento do pistão será tamanho que o óleo deixará de dar conta do resfriamento.
O pistão se dilatará mais do que o aceitável e acabará se fundindo à camisa do cilindro, ou então amolecerá e furará, ou se romperá na região do pino do pistão (conexão com a biela).
Se der tempo de o sistema ser sensibilizado, o indicador de temperatura da sua moto teoricamente irá alertá-lo antes que o motor seja danificado se tudo correr bem.
O medidor de temperatura monitora apenas a temperatura do líquido de arrefecimento ou do óleo em condições normais de funcionamento.
Mas na faixa vermelha tudo acontece tão rápido para o pistão que não dá tempo de os sensores acusarem o problema.
Imagine o pistão se avermelhando lá dentro… está a um passo de estourar ou derreter, e o ponteiro da temperatura ainda está começando a se mover.
Em ambas as situações, flutuação de válvula ou pistão estourando, o resultado é o mesmo carcaça do motor rachando, quebrando, voando pedaços, tudo isso em um segundésimo de segundo.
Num momento você está curtindo sua moto na velocidade máxima com seu motor acima do limite de giros da faixa vermelha, ou cortando giro.
Cuidados que devem ser tomados para conservar a sua motocicleta:
• Tanques – em motos que têm tanque de metal, poderá ocorrer oxidação em suas paredes;
• Óleo lubrificante – poderá sofrer escoamento total para o cárter, ocasionando em alguns casos o descarregamento de tuchos hidráulicos e mancais, comprometendo a vida útil do motor no momento da nova partida. Além disso, o óleo tem oxidação natural, o que com o tempo poderá provocar desgastes;
• Pintura – se estiver em ambiente externo poderá sofrer danos em decorrência de depósito de fuligens ou incidência direta do sol. A utilização de capas impróprias, que formam câmaras de umidade, podem causar danos ao verniz;
• Discos de freio – oxidação, principalmente em regiões litorâneas (maresia), o que provoca pequena deficiência momentânea nas primeiras frenagens;
• Bateria – poderá apresentar perda de carga e não recuperar novamente, chegando a impossibilitar a partida da moto;


• Pneus – sofrerão alterações de pressão, esvaziando e também poderão aparecer rachaduras por ressecamento;
• Combustível – perda das propriedades do combustível e parte de sua eficiência;
• Borrachas – deterioração nas borrachas em função do contato com o ozônio do ar.
• O ideal seria que ao menos uma vez na semana alguém ligasse a moto por pelo menos uns quinze minutos e a movimentasse alguns metros, mas isto nem sempre é possível. E o que fazer para minimizar os problemas acima? Aí vão algumas dicas que pesquisamos na internet e que podem ser úteis se você vai deixar a motoca um tempo parada.